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Série de estudos sobre as igrejas do Apocalipse
Pastor Rafael Reis fala sobre a igreja de Esmirna

As igrejas em Apocalipse representam, profeticamente, períodos, tempos e situações que a Igreja do Senhor Jesus viveu na terra. Temos sete igrejas descritas em Apocalipse e todas as cartas escritas seguem uma estrutura:
- Começam com revelação/ apresentação do Senhor.
- Trazem uma mensagem para a igreja: elogio, repreensão ou palavra de consolo.
- Terminam com uma promessa de recompensa aos vencedores.

A palavra Esmirna vem de mirra e significa sofrimento. A igreja de Esmirna aponta para a Igreja do segundo e terceiro século, período de grande perseguição, o maior já vivido na história. Foi a igreja perseguida pelo Império Romano, uma igreja de mártires. Essa foi a época do Coliseu, onde os cristãos eram comidos vivos por leões, e essa era a diversão dos que estavam no grande teatro.
Ser um cristão nesta época não era ter status, ser famoso ou procurar benefícios próprios, era, de fato, comprar um bilhete para eternidade. Essa era uma época em que se decidir por Jesus era se tornar um traidor do Estado. A ordem era que somente o imperador poderia ser chamado de senhor, mas os cristãos diziam: “Jesus Cristo é o Senhor”.
“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. 2 Tm.3:12
Não tem exceção, se alguém vive um cristianismo puro e dedicado, vai ser perseguido. Porque eles tiveram essa coragem, de viver dessa maneira – dando a vida em favor de uma causa? Será que eu tenho o que é necessário para enfrentar a morte, diante do martírio?
O que essa igreja tinha se chama realidade espiritual. Jesus era real para essa gente. Eles estavam convictos de que valia a pena viver e morrer para Deus. Até onde você está disposto a ir com Jesus?
Muitos não precisam de metralhadoras e nem leões para desistir. Só porque foram contrariados, saem. Porque o pastor não os visitou, não cumprimentou. Porque não o deixaram falar, porque foi repreendido em público, ou porque o mandaram colocar seu carro em outra vaga. Por qualquer motivo muitos se escandalizam e abandonam o Evangelho.
Aqui na igreja de Esmirna vemos cristãos que estavam sendo comidos vivos. Mas a gente nem aguenta a pressão da perseguição na escola, no trabalho... Se você não é perseguido, cuidado! Talvez você seja igual ao mundo, igual a eles. Mas quem se parece com Jesus, vai ser perseguido. Se você não esta incomodando, você deveria se incomodar.

1. A revelação do Senhor - v.8
O Senhor disse para Esmirna: eu conheço a tua tribulação. Para Éfeso, Ele falou conheço as tuas obras. Deus conhece tudo. Para essa igreja o Senhor diz: eu sou o primeiro e o último. Eu estou vendo o começo e também estou garantindo o final da história. Eu estive morto, mas revivi. Vocês estão morrendo e vão reviver também.
Na revelação de Jesus, Ele diz que é o primeiro e o último. Ele queria dizer que está no começo da sua historia e no fim, nada acontece sem o consentimento de Deus, e nada vai terminar sem o Senhor estar com você, ou seja, Deus está no controle. Ele projetou a sua história. Ele esteve morto e reviveu. Vocês estão morrendo para si mesmos e para o mundo, mas vão reviver, pois todo aquele perde sua vida, vai ganhá-la.

2. Mensagem à igreja – v.9
Não existe repreensão e nem elogios a esta igreja, aqui o Senhor somente conforta e consola, pois foi uma igreja que basicamente sofreu por causa de Cristo.
a. Tribulação e pobreza (v. 9) — A tribulação é o meio que Deus usa para que possamos experimentar o poder da Sua ressurreição. Ou seja, só pode experimentar a ressurreição, quem em Cristo morreu; só pode experimentar o Deus que cura (Jeová Rapha), aquele que está doente; só pode experimentar o Deus que liberta (o messias), aquele que está cativo; só pode experimentar o Deus da abundância (o Deus galardoador), aquele que está necessitado; só pode experimentar o Deus da justiça (Jeová Tsekenu), aquele que está sendo injustiçado. A pobreza da igreja era apenas material, pois, espiritualmente, o Senhor diz que eles eram ricos. Esse versículo não é base para sermos pobres, pois pobreza material não resulta necessariamente em riqueza com Deus. Existem pessoas que são pobres de dinheiro, pobres de mente e pobres de experiência com Deus. Pobreza não é sinônimo de humildade, pois existem pessoas pobres que são arrogantes e pretensiosos. O importante é a riqueza acumulada nos céus. Não devemos olhar para o exterior, pois o valor do homem não esta nos bens que ele possui. “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”(Lc.12:15). O vencedor é aquele que é rico para com Deus.
b. Os que se declaram judeus (v. 9) — Ser vencedor é vencer em cada item apontado pelo Senhor nas cartas. Em cada igreja, vemos um opositor, nessa são os judeus. Os judeus que perseguiam a igreja de Esmirna eram judeus na carne, eram falsos judeus diante de Deus, pois o verdadeiro judeu é aquele que tem um coração circuncidado para amar a Deus. “Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm. 2:29). Hoje quem são os verdadeiros judeus, os filhos de Abraão? Nós. Os judeus eram oposição pelo que representa o judaísmo. Ser vencedor é rejeitar os pilares judaísmo, que são quatro:
- O templo: era o centro da religião judaica, Deus habitava no santos dos santos do templo, situado na cidade de Jerusalém. Hoje não possuímos templos, nós somos o templo de Deus. Ele não habita em prédios.
- A lei: Hebreus 8:10 diz que a lei era exterior, nós hoje é que temos a lei interior, do Espírito. Não é mais viver normas e regras, mas é ter uma pessoa viva dentro de você, que o orienta em tudo – o Espírito Santo.
- O sacerdócio: na Igreja todos são feitos sacerdotes. Antes o sacerdote era um representante do povo diante de Deus, mas hoje temos livre acesso a Ele (1 Pe. 2:9).
- As promessas: o Senhor cumprirá suas promessas aos judeus, pois Ele é fiel, mas as nossas promessas são superiores. ”Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas”(Hb 8:6).
c. Tribulação de dez dias (v.10) — Os dez dias aqui são simbólicos, trata-se de um rápido período de tempo, onde teremos tribulações ou testes. Podemos ver alguns exemplos:
- Gênesis 24 – Abraão mandou seu servo à terra de seus pais para buscar uma esposa para Isaque e quando este chegou ao destino e escolheu Rebeca, lemos que a família da noiva desejou ficar com ela mais dez dias antes dela partir para Isaque.
- Daniel 1:12 – Daniel foi experimentado por dez dias. Quando Daniel, Ananinas e Misael pediram ao cozinheiro do rei Nabucodonosor para não se alimentarem de comida real imprópria aos judeus, mas apenas de legumes e água durante 10 dias, este era um tempo de teste.
Dez dias, portanto, significa um pequeno tempo que está contado e determinado pelo Senhor. O vencedor será testado em um tempo completo de tribulação determinado por Deus. A igreja de Esmirna estava sofrendo, mas este sofrimento era conhecido diante de Deus e determinado em Sua soberania. Isso é um grande consolo: toda tribulação pela qual temos que passar tem um tempo determinado e conhecido diante de Deus, nunca vai além do que está estabelecido. Também jamais excede os limites das nossas próprias forças, não significa, porém, que seja um período literal de 10 dias, mas um espaço breve de tempo determinado pelo Senhor. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co.10:13).

3. A recompensa ao vencedor – v.10-11
a. A coroa da vida (v.10)
- Seja fiel até ao ponto de morrer e fiel até a morte chegar, seja fiel mesmo na ameaça de morte, de martírio.
- O dano da segunda morte mencionado no verso 11 se refere ao prejuízo que alguns crentes terão por ocasião do tribunal de Cristo. Embora a segunda morte não tenha poder sobre nós, podemos vir a sofrer algum dano semelhante. Muitos pensam sobre essa passagem que se pode perder a salvação. Todavia sabemos que a obra de alguns se queimará, por serem desqualificadas, mas eles mesmos serão salvos como que através do fogo. O crente com obras erradas sofrerá um dano, por meio do fogo, mas ele mesmo será salvo. “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. (1 Co.3:13). “Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:30-31). O vencedor não sofrerá de forma alguma o dano nem a disciplina, as obras vão ser checadas, e não terão prejuízo.

É difícil falar de uma realidade do qual não vivemos. No nosso país não temos este tipo de perseguição. Mas devemos ter como exemplo e parâmetro a igreja de Esmirna para avaliarmos qual o nível do nosso Evangelho. Será que de fato estamos sendo aprovados diante de Deus, diante das circunstâncias? Será que seremos contados entre os heróis da fé?
“Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.
As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição. E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra” (Hebreus 11:33-38). 

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