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Série de estudos sobre as igrejas do Apocalipse
Fala sobre a igreja de Pérgamo

As cartas sobre as sete igrejas da Ásia (Ap. 2:1 - 3:22) foram escritas por João quando ele já era de idade avançada e estava numa prisão na ilha de Patmos, no mar Egeu, na costa da Ásia. Elas foram escritas após visões/revelações dadas pelo Senhor Jesus. Todo o livro de Apocalipse foi escrito por João enquanto ele estava passando por grande tribulação, por causa de Cristo.

Isso prova que nenhuma tribulação pode impedir o mover de Deus na sua vida e te tirar a certeza de que Deus está contigo em todo tempo. Em Salmos 23:4, Davi diz: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. Ainda que a luta esteja grande, haja perseguição, o casamento não chegou, você esteja sem emprego, sua saúde esteja abalada... O Senhor está contigo!
O propósito de Deus ao deixar as sete cartas sobre as sete igrejas é nos falar sobre períodos da história da Igreja que existiram, existem até hoje e sempre existirão até a volta de Cristo. Como a Igreja, somos nós - eu e você - então essas cartas falam também de tipos de crentes dentro das igrejas. Ou seja, as cartas existem para revelar como está a sua realidade espiritual, como anda sua vida com Deus, e exortar o povo de Deus a mudar, ficar firme e se manter fiel na adversidade.

Em qual dessas igrejas você se enquadra? Como você tem percebido a sua vida espiritual nestes dias? Já vimos até agora sobre as igrejas de


Éfeso – eram trabalhadores excelentes, tinham labor, perseverança, suportavam as provas por causa do nome de Jesus e não aceitavam homens maus, porém abandonou o primeiro amor, se esfriou.
Esmirna – igreja sofrida, que pelejou, teve dificuldades financeiras, era pobre, mas era rica de Deus, cheia de vida espiritual – soube guardar o bem mais valioso. Davi, que era um homem rico, cheio de bens e fortunas, diz em Salmos 16:1-2: “Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio. A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; não tenho outro bem além de ti”.

A carta de João à igreja de Pérgamo está escrita em Ap. 2:12-17. Ela também foi uma igreja perseguida. Ficava a 30 km do Mar Egeu e a 100 km ao norte de Esmirna. Devido a uma retaliação comercial, o povo de Pérgamo não pode mais comprar o tradicional papiro e por isso o comércio de peles de animais tornou-se forte na cidade. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para escrever e fazer o então conhecido pergaminho (aqueles rolos com escritas) que substituíram o papiro. Com o tempo, a cidade de Pérgamo se destacou por possuir a segunda maior biblioteca daquele tempo. Em Pérgamo, aconteceu a união entre a Igreja e o Estado Romano. Assim, abriram-se as portas da Igreja para outras doutrinas, influências e o resultado foi uma verdadeira confusão religiosa, uma Babilônia.

O nome pérgamo significa união ou matrimônio. Essa igreja ficou conhecida como aquela que se contaminou, que se misturou com o mundo. O povo que fez concessões com os princípios de Deus. Quando a igreja se une com o mundo, seu testemunho é arruinado.
“Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que se fizer amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4:4). Um barco pode estar na água naturalmente, mas a água não pode estar no barco, senão ele afunda.

1. A revelação do Senhor - v.12


“E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: isto diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes”. Como nas outras igrejas, nós conhecemos aqui um novo nome de Jesus. Em Éfeso Ele é aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro, Ele vem pra aquecer o amor, para reavivar. Em Esmirna, é o primeiro e o último, que morreu e ressuscitou – veio para renovar esperanças, a fonte da vida. Aqui, Ele é aquele que tem a espada afiada de dois gumes:
a. A espada fala da Palavra de Deus. A nossa maior verdade. “Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6:17). A Palavra, o próprio Jesus, é a espada que vem pra separar o joio do trigo, cortar o vínculo com o mundo e arrancar a carnalidade. É a Palavra de Deus que temos que usar pra cortar pela raiz as heresias, misticismos e maus costumes mundanos.
b. A espada representa autoridade e o poder para julgar. Isso fala que todos serão julgados pelo que fizeram e deixaram de fazer. Essa mensagem foi um alerta de Deus: cuidado, não se contamine, não se misture, seja fiel – pois um dia todos serão julgados!

2. Mensagem à igreja – v.13


“Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” . A igreja em Pérgamo se encontrava numa situação difícil. Ali haviam muitos templos para adoração a outros deuses, as pessoas tinham que adorar o imperador e governantes -
a idolatria dominava aquela cidade. Havia ali um famoso templo de adoração a um deus (um demônio) Esculápio, conhecido como o “deus da cura” – ele tinha uma forma de serpente, o símbolo de satanás – e gente de todo lado vinha até ali pra ser curada. (Até hoje o símbolo da medicina é uma serpente).

“Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10:19-20). Em Pérgamo, por todos os lados da cidade, existia adoração a outros deuses/demônios.

“E conservas o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”. (Ap. 2:13). Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que permaneceram fiéis a Jesus, mesmo sob perseguição intensa e morte de um dos seus. Antipas foi um homem que escolheu a Deus e negou as coisas do mundo e as falsas doutrinas, se mostrou fiel até a morte. Foi morto entre eles – diante de todos – e mesmo assim os crentes de Pérgamo permaneceram firmes na sua fé. O senhor espera conhecer a sua fidelidade Diante das suas perseguições, afrontas, ameaças, lutas, perseguições e provações.

“Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios, praticassem a idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio”. (Ap 2:14). Os cristãos em Pérgamo não abandonaram a verdade do Senhor, mas cederam diante de tanta influência, poluindo-se com ensinos falsos, idolatria e imoralidade. Eles se mostraram tolerantes em relação às falsas doutrinas de Balaão e às práticas dos nicolaítas. Deus não se agrada de misturas e condena a tolerância de falsos ensinamentos, não podemos ser permissivos.

Balaão foi um homem que levou muitos do povo de Israel a se prostituírem e a praticarem a idolatria, se contaminarem com o pecado, se desviarem. Ele aceitava dinheiro pra profetizar. Pensava em agradar os homens e não agradar a Deus. Ele foi crente, mas se deixou corromper por elogios, agrados financeiros e fama. Não podemos deixar que isso aconteça conosco. Não podemos ceder às tentações da alma e do ego e abrir mão dos princípios da Palavra do nosso Deus.

A doutrina de Balaão trouxe pra dentro da Igreja práticas mundanas como se fosse normal. Incentivava o povo a tolerar outras religiões, a comer comidas consagradas, a se prostituírem e fazerem concessões. A sua intenção era tirar os crentes dos caminhos do Senhor. Muitos agem como Balaão hoje quando falam mal, semeiam inimizades, incentivam alguém a deixar a igreja, falam mal da visão. Balaão era como aqueles que tinham aparência de cristão, mas eram um lobo, pedra de tropeço na vida de muitos. Eles eram homens maus, daqueles que a igreja de Esmirna não toleraria.

Eles pregavam essas coisas como uma condição do povo ser aceito pelos governantes e evitar as perseguições, uma forma de não contrariar. Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão: incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição, com o objetivo de serem aceitos, evitando as perseguições. “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gl 1:9). “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4).

Na nossa igreja, ensinamos a corte e não namoro, não temos parceria com o mundo. Somos sérios com os dízimos e ofertas, não queremos que você tenha uma vida espiritual manchada, com misturas, que desagradam a Deus. O nosso objetivo é agradar o Senhor.

“Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio” (Ap 2:14).
Quanto aos nicolaítas, Jesus odiava suas obras. Ele elogia os da igreja de Éfeso por rejeitarem as obras dos nicolaitas (Ap 2:6). As coisas foram gradativamente piorando, em Éfeso eram obras, em Pérgamo são os ensinamentos. Os nicolaítas eram cristãos, talvez discípulos de Nicolau, que apesar de convertidos praticavam obras da carne, distorciam a graça de Deus, e serviam a Deus relaxadamente. Ensinavam que o crente não precisa ser diferente do mundo, e centralizavam o conhecimento da Palavra de Deus, fazendo do povo apenas ouvintes e recebedores.

Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres. E isso vai totalmente contra o chamado universal que Deus tem pra todos: ide, pregai o evangelho, fazei discípulos (Mt 16:15). A intenção dos nicolaítas era fazer dos cristãos um povo apático, egoísta, sem propósito, que não liderassem, não trabalhassem, e que não fossem usados por Deus. Eles ensinavam que a vida com Deus se resume em estar em um banco e simplesmente receber de Deus. Quando isso acontece, chega uma hora que esses crentes esfriam. Mas uma igreja que serve a Jesus de todo coração rejeitará a semelhança com o mundo e a comodidade. Não nos dobramos a essas coisas, gostem ou não.

“Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Ap. 2:16). O Senhor chama a igreja ao arrependimento, porque uma igreja que tolera falsos professores e falsos ensinos se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, sofrerá consequências. É tempo de arrependimento no nosso meio. É tempo de romper de uma vez por todas com o mundo. É tempo de voltar ao primeiro amor.

3. A recompensa ao vencedor – v.17


“Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas: ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Ap 2:17).

Todas as cartas também incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a benção ao vencedor é descrita em duas partes:


a. Comer do Maná escondido: aqueles que recusaram participar da mesa dos demônios serão sustentados pelo Maná de Deus. Lembro da história de Daniel, que foi fiel e Deus o fez prosperar. “Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 5:32-35). Jesus é o maná dado por Deus aos fiéis, Ele é o pão da vida. Jesus é o nosso alimento de cada dia. Ele é tudo o que precisamos. Não precisamos de concessões, de negociar com o mundo. Posso ser como Antipas, pois tenho aquele que vai me sustentar dia-dia. Ele é o nosso sustento, tem vida em abundância para nos dar. Ele é o teu Pastor e nada te faltará (Sl 23:1).


b. Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: a pedrinha branca tem sentido conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes. Jesus inocenta os seus seguidores fiéis de toda acusação. Pedras brancas também foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania – os fiéis não são mais escravos do pecado. Pedras brancas foram usadas pelos romanos como tipo de ingresso para alguns eventos. Jesus permite os fiéis entrarem na sua presença, para o seu banquete. Pedras brancas também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha: os fiéis são vencedores que receberão o prêmio. Uma pedrinha branca com um novo nome: um novo nome fala de uma nova direção na vida; um novo nome fala da aliança de Deus conosco (exemplo: Abrão, Jacó, etc - Gn 17:1-8/Gn 32:27-30); ter um novo nome fala de ser uma pessoa abençoada por Deus (Isaías 62:1-4).

Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Éfeso, Esmirna e Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Não podemos perder o temor do Senhor e permitir impurezas no nosso meio. Não se deixe contaminar. Não podemos negligenciar a santidade e a pureza de coração, diante de Deus. Com Deus, não pode haver concessões e permissões quanto aos princípios básicos e a sua santidade.

Servimos um Deus puro e santo, e devemos defender a doutrina e os princípios que Ele nos revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria, a imoralidade e a acomodação vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus pra sustentar a nossa fé e renovar as nossas forças para sempre.

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