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Série de estudos sobre as igrejas do Apocalipse
Pastor Marcelo Lisboa fala sobre a igreja de Sardes

 I - Introdução
Como nós temos estudado, as igrejas em apocalipse representam profeticamente, períodos e tempos e situações que a Igreja do Senhor Jesus viveu na terra.Nós já vimos até aqui as igrejas de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira e agora veremos Sardes e completaremos as sete igrejas descritas em Apocalipse com Filadélfia e por último a igreja de Laodicéia.
As cartas escritas seguem uma estrutura: começa com uma revelação, apresentação do Senhor. Depois traz uma mensagem para a igreja – consiste em elogio, repreensão ou palavra de consolo. Por último, apresenta uma recompensa aos vencedores.
Temos visto que durante o tempo dos apóstolos havia o comportamento dos nicolaítas. Vimos também que após o comportamento dos nicolaítas, Pérgamo pecou grandemente introduzindo o mundo na igreja. Depois dos nicolaítas veio Jezabel, e na mesma época os ídolos foram introduzidos na igreja.
Sardes significa remanescente (adjetivo: que remanesce, que sobeja, que resta, resto, sobra, sobejo, o que fica de um todo depois de retirada uma parte). O que restou parece ruim dependendo do contexto, como a sobra da comida de ontem que vamos comer hoje no almoço. Mas falar do restante que permaneceu até o fim, que não negou, que foi fiel até a morte, que guardou a palavra, é diferente.
Neste contexto, podemos entender que o remanescente é o fiel, o que vai ouvir do Senhor: servo bom e fiel entra no gozo de meu Pai. Vai ser o vencedor que será arrebatado.

O surgimento da Igreja de Sardes
Deus não podia mais suportar o espírito idólatra presente em Tiatira. Os remanescentes de Sardes é a reação de Deus à Tiatira. A história de reavivamento nas igrejas pelo mundo todo indica uma reação divina. Sempre que o Senhor inicia uma obra de reavivamento, Ele está reagindo.
Deus está no comando de todas as coisas. Ele não mudou e como se revelou para a Igreja de Éfeso, Ele tem as sete estrelas em suas mãos. A reação de Deus é a restauração do homem. Devemos conservar em mente, com firmeza, este princípio. Porque o Senhor viu a condição de Tiatira, Sardes apareceu.
Tem gente que não entende o mover de Deus e acha que Deus está de braços cruzados, que Ele não vai reagir. Deus é quem está no controle de sua Igreja. Ele move em nós como Igreja do Senhor coletivamente e individualmente. Ele reage a tudo que milita contra nós.
Profeticamente a igreja de Sardes aponta pra época da reforma protestante. Significa a igreja reformada.
“Homens como: Wyclif, “a estrela da alva da Reforma”, traduzira a Bíblia para a língua inglesa, João Huss, discípulo de Wyclif, morrera na fogueira, na Boêmia, suplicando ao Senhor que perdoasse seus perseguidores. Jerônimo de Praga, companheiro de Huss e também erudito, sofrera o mesmo suplício, cantando hinos, nas chamas, até o último suspiro. João Wessália, notável pregador de Erfurt, fora preso por ensinar que a salvação é pela graça; seu frágil corpo fora metido entre ferros, onde morreu quatro anos antes do nascimento de Lutero. Na Itália, quinze anos depois de Lutero nascer, Savanarola, homem dedicado a Deus e fiel pregador da Palavra, foi enforcado e seu corpo reduzida a cinzas, por ordem da igreja romana” (BOYLER, Heróis da Fé; pág 14)
Homens como Martinho Lutero, que receberam a revelação de Deus de que a Bíblia deveria ser conhecida por todos, já que naquela época existia o nicolaísmo (que separava o clero e os leigos), havia adoração à mãe de Jesus, venda de indulgências entre outras falhas dentro da Igreja de Cristo.
Com suas 95 teses (que resumidamente atestavam que Cristo requer arrependimento e não penitência), Lutero tinha uma forte convicção em seu chamado e um lema: “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.” (Martinho Lutero).
Depois de afixar as 95 teses na porta da Igreja do Castelo em Wittenberg (1517) e o Papa ter exigido uma retratação diante da assembleia, disse: “A minha consciência tem que ficar submissa à palavra de Deus. Não me posso me retratar, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência”. (BOYLER, Heróis da Fé; pág 25)
De volta aos seus aposentos disse: “está cumprido! está cumprido! Se eu tivesse mil cabeças, preferia que todas fossem decepadas antes de me retratar” (BOYLER, Heróis da Fé; pág 25).
Por esta causa Martinho lutou por toda a sua vida e em suas últimas palavras, disse: “Vou render o espírito” e louvando a Deus completou: “Oh! Meu Pai celeste! Meu Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, em quem creio e a quem preguei e confessei, amei e louvei! Oh! Meu querido Senhor Jesus Cristo encomendo-te a minha pobre alma. Oh! Meu Pai celeste! Em breve tenho de deixar este corpo, mas sei que ficarei eternamente contigo e que ninguém me pode arrebatar das tuas mãos.” (BOYLER, Heróis da Fé; pág 29)
Homens que foram usados para trazer luz em uma fase da Igreja chamada de Idade das Trevas. Muitos foram mortos para trazerem de novo ao mundo a revelação da justificação pela fé, do sacerdócio universal de todo crente e do livre acesso à Palavra de Deus.

II - Desenvolvimento
A revelação do Senhor - 3:1
“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” (Ap. 3:1)
O Senhor se apresenta como aquele que têm os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Deus não possui sete espíritos. O sete simboliza o que é pleno e sete vezes mais intensificado porque era a necessidade daquela igreja. As estrelas são os anjos da igreja, isto significa que o Senhor deseja incendiar a Sua Igreja através da liderança.
Jesus está agora nos mostrando que ele tem todo poder, a unção dos sete espíritos (Ele tem a unção completa) e quer aquecer, incendiar a Sua Igreja ministrando sobre as sete estrelas, ou seja, a sua liderança. O nosso ministério visa uma igreja de ministros que reconhecem em suas vidas o chamado para liderar. Deixe Deus te queimar. Irmãos, deixem o poder de Deus penetrar no mais profundo do seu interior. Deixe o fogo do Espírito incendiar todo o seu ser.
Apesar de toda revolução que essa igreja provocou, o Senhor coloca aqui um problema e faz uma repreensão a esta igreja: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. Significa que tinham aparência, mas não tinham realidade.
Na época da Reforma Protestante, a preocupação era com a doutrina (conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso: tudo o que é objeto de ensino; disciplina). A preocupação era com uma fé correta, mas não se preocupavam com um relacionamento vivo com Deus. Doutrina correta sem um coração intenso é o mesmo que morte diante de Deus. O alvo final da fé é o relacionamento. Se a fé não atinge seu objetivo, ela se torna morta. Deus quer conquistar nosso coração.
O que tem os sete Espíritos conhece todas as coisas. Inclusive as obras. Ele está se revelando como o que conhece todas as coisas, que olha em todo lugar e sonda os nossos corações. Se as suas obras são íntegras ou não diante dele. Não basta abrir a Bíblia e ter a doutrina. O Senhor conhece a sua realidade de vida com Ele.
“Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti.” (2 Cr16:9)
O Senhor dos sete Espíritos não apenas conhece tudo, como é perfeito no seu agir e tem o poder para mover tudo. Os sete espíritos apontam para a perfeição do mover de Deus por todos os tempos e eras. Fazer algo para Deus requer perfeição. Jesus mostra que para fazer a obra Dele com inteireza tem que ter a perfeição do Espírito Santo de Deus.
Não adianta ter doutrina, estudos, conhecimento e até mesmo boas palavras, e não manifestar o poder do Espírito. Porque a palavra de Deus diz que: "o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica." (2Coríntios 3:6 ARC)
Integridade ou completude somente pode ser atingida quando se tem:
a. Doutrina e poder;
b. Palavra e vida;
c. Gólgota e túmulo vazio;
d. Cruz e pentecostes.
Por isso Jesus alerta a igreja de Sardes e revela que é necessário ter equilíbrio entre ter uma doutrina correta e andar no mover glorioso do Espírito Santo de Deus. Irmãos! Tem gente que ver fogo cair, o “reprepé”, a qualquer custo – sem ter vida de Cruz; sem uma doutrina correta e sem que as verdades do evangelho tenham transformado o seu caráter.
Outros, como em Sardes, têm conhecimento demais, mas não têm unção, conhecem a letra, mas não o poder de Deus. “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus.” (Mt. 22:29)
O vencedor é o remanescente, aquele que tem realidade e não apenas nome. O Senhor abomina aquele que tem aparência sem realidade. Mantém uma aparência de espiritualidade e zelo, mas na verdade não tem fogo queimando diante de Deus. É como um palito que queima e se consome, e não como uma a sarça, que arde pelo fogo de Deus e não se queima.
Tem muita gente gastando sua energia sem expressar vida. Fazem muito, no entanto, não agradam a Deus. Queimam, porém, não ardem de paixão. São estrelas que não brilham, e se há brilho este foi no passado. Já morreram anos atrás.
Isso nos lembra os fariseus que falavam a coisa certa, mas não praticavam. É melhor ser um pecador batendo a mão no peito, clamando a Deus, do que ser um fariseu cheio de doutrina correta, mas morto.
“O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; ||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Lucas||18||11
jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”. (Lc 18:11-13)
O fariseu cumpria toda a lei, mas seu coração era tão frio e cheio de si que nem perceberam o messias e até o perseguiram. Os fariseus, exortados por Jesus, foram chamados de sepulcros caiados. A aparência é até boa, com cal por fora, mas por dentro estão cheios de morte.
Pior de tudo é ter título de quem tem vida, mas ser morto por dentro. Ser crente e estar morto cheio de imundícia no interior é pior do que ser um pobre descrente pecador. Porque Jesus disse aos fariseus:
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. (Mt. 23:13)
Um dia perguntei para um preso: “sabe o que é pior do que a mentira?”. Sem que ele me respondesse peguei um papel e comecei a escrever VERDADE, foi quando ele respondeu titubeante: a mentira. Então dobrei o papel escrito verdade ao meio e rasguei, entreguei em suas mãos e disse: “a meia verdade é pior do que a mentira, pois tem aparência de ser verdadeiro, mas tem a pior intenção que é de esconder, enganar, levar o homem ao erro”.
Eu pergunto para a igreja: você que tem o nome de crente em seu trabalho, mas não pratica o evangelho, não tem realidade de quem vive, acaba manchando o nome de Cristo? Você leva uma vida de aparências, que não vive o evangelho e não se compromete com o reino de Deus? Cuidado para não ser um fariseu e acabar não entrando no reino e fechando a porta para quem quer entrar.
Obra íntegra, inteira, cheia de realidade é o que vai marcar o seu testemunho por onde quer que você passe. O caráter de Cristo em nós. Na igreja reformada o ensino é mais correto, mas não têm realidade do que pregam, pois não sabem o que é um coração intenso e apaixonado pelo Senhor.
Não entendem o que é um crente faminto e sedento de justiça e da presença de Deus. Estão mais interessados em ensinar a doutrina correta do que levar as pessoas a terem um relacionamento apaixonado com Jesus. Devemos fazer as duas coisas: crer da maneira correta e ter o coração certo diante de Deus.
Eles tinham uma doutrina reformada correta como veremos no verso 3, mas deveriam se arrepender e guardá-las (praticá-las). “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.” (Ap. 3:3)
Jesus já havia dito para a Igreja de Éfeso lembrar e se arrepender. “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras”. (Ap 2:5a). Deus já falou ao seu coração, o que você precisa é colocar em prática. Se Jesus fala para você se lembrar de algo é porque é muito importante. Tem gente que lembra o que o Senhor esquece e se esquece do que o Senhor quer que você se lembre.
Hebreus 10:17 acrescenta: “Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre”. Lembrar-se de algo em Jesus é para ser curado ou ser renovado em esperança. “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lm 3:21).
Neste verso três, Jesus revela ainda que esta igreja estará aqui por ocasião do arrebatamento. As igrejas reformadas estarão aqui por ocasião do arrebatamento, pois é para elas que o Senhor diz: “Eu virei a ti como o ladrão...”. No arrebatamento, o Senhor virá como ladrão porque ninguém sabe a hora e ele não avisa a hora que vem. A volta de Jesus, no entanto, vai ser diferente: Ele virá nas nuvens e todo olho verá. Muitos sinais precederão sua vinda nos ares.
O ladrão não vem para roubar coisas sem valor; ele sempre rouba o melhor. O Senhor também roubará o melhor da terra. O melhor está em Suas mãos, não fora Dele. Estamos na casa: um será arrebatado, e outro será deixado. Por isso o Senhor diz que se você não vigiar, Ele virá e passará por você como um ladrão.
Muitos filhos de Deus sentem que o Senhor Jesus estará voltando em breve. O dia está se aproximando. Devemos ser preciosos suficientes para sermos “roubados” pelo Senhor! No verso quatro, diz que em Sardes havia poucas pessoas dignas e para elas o Senhor diz que andarão ao seu lado. “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.” (Ap 3:4)
Algum homem é digno de andar ao lado de Jesus? Certamente não. A chave para a compreensão desse texto é a roupa. Vestes simbolizam nosso relacionamento com Deus. Se vamos comparecer diante de Deus precisamos de dois tipos de roupas:
“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestis”. (Gálatas 3:27). A primeira roupa são as vestes da salvação que nos capacitam a estar com o Senhor, a participarmos da glória. A veste de salvação nós recebemos de presente do Senhor Jesus quando fomos salvos.
“Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com suas joias” (Isaías 61:10). Estas vestes foram profeticamente colocadas sobre o homem logo depois da queda. “Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gn 3:21)
As vestes da religião da aparência foram colocadas pelo homem na tentativa de agradar a Deus. Porque viu que estava nu e se envergonhou o homem tentou cobrir seu pecado diante de Deus com folhas de figueira. “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”. ( Gn 3:7)
Em Apocalipse 19:8, lemos a respeito de uma segunda roupa: vestes nupciais. “Pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandescente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.” (Ap. 19:8). A primeira roupa é um presente, mas a segunda roupa nós mesmo estamos a tecê-las com nossos atos de justiça.
Depois de salvos, recebemos uma roupa para tampar a nossa nudez, mas esta roupa não é a que a noiva vai usar no casamento. No casamento usaremos as roupas de festas. Nas bodas entraremos com roupas apropriadas, de linho fino.
Em Mateus 22, lemos a parábola das bodas. Nela o Senhor vai às bodas do casamento de seu filho, encontra alguém que não estava com roupa adequada a um casamento e perguntou: como você entrou? “Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.” (Mt 22:11).
Entrou porque tinha veste de salvação, mas não tinha o direito de estar ali porque não estava vestido apropriadamente para a ocasião. As vestes de salvação o habilitam para a vida eterna, e os atos de justiça o habilitam a participar das bodas e receber a recompensa.
A recompensa não é destinada para quem possui apenas as vestes de salvação, é destinada para quem teceu com atos de justiça as suas vestes nupciais.

Recompensa do vencedor - 3:5 e 6
O Senhor diz aos vencedores que: “de modo nenhum apagará o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessará o seu nome diante de Pai e diante dos seus anjos.” Vs 5. Ter o nome escrito no Livro da Vida é salvação, mas ser confessado é a honra da recompensa.
“...não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas” (Ap.3:4). Andar vestido de branco com o Senhor naquele dia é uma recompensa e nem todos a receberão, porque nem todos são dignos de andar com o Senhor.
Só vai andar com o senhor lá quem já caminha com Ele aqui. É isso que Ele espera de nós. Se andarmos com o Pai aqui nós manifestaremos atos de justiça porque Ele nos guia por veredas de justiça.
Hoje quando dizemos que andamos com Ele, significa que nós o seguimos, andamos após Ele. Se hoje seguirmos as suas pegadas, nossa vida se encherá das Suas obras. Naquele dia já não andaremos após Ele, e sim ao Seu lado que é desfrutar de uma posição de honra. Só anda ao lado quem é amigo e digno.
Naquela época, o homem andava a frente e os seus escravos iam atrás. Hoje, como servos do Senhor, estamos andando atrás Dele, porque somos seus escravos. Mas naquele dia, quando Ele for nos honrar, vai colocar-se ao nosso lado. Essa será nossa glória, sermos vistos ao lado Dele.
Qual é a glória das pessoas hoje? É serem fotografadas ao lado de pessoas famosas e importantes. Estar ao lado de alguém importante nos faz importantes também. Isso é maravilhoso! O que é melhor? Conhecer alguém importante ou ser conhecido por ele? Melhor ainda é ser reconhecido por Ele diante de todos. Hoje nós O confessamos diante dos homens, mas naquele Dia Ele vai nos confessar diante do Pai e dos seus anjos.
Conhecê-lo garante a salvação, mas ser reconhecido por Ele dá direito ao reino. Cristo promete a todo cristão vencedor que Ele de maneira nenhuma riscará o seu nome do livro da vida, mas confessará o seu nome diante do Pai e diante dos seus anjos.
Incrivelmente, embora o texto diga exatamente o oposto, algumas pessoas assumem que esse versículo ensina que o nome de um cristão pode ser riscado do livro da vida. Não podemos transformar uma promessa numa ameaça. A respeito da expressão “de modo nenhum apagará o seu nome do Livro da Vida” diz que de jeito nenhum Ele apagará, mas mesmo que tivesse jeito, Ele não o faria de forma alguma porque Deus não escreve com lápis.
Quando você pisa na bola Ele não apaga escreve de novo caso volte a pecar! Se fosse assim, muitos nomes já teriam feito um buraco no Livro da Vida de tanto escrever e apagar e escrever e apagar novamente. Os dons de Deus são irrevogáveis e a caneta que Ele escreve não tem borracha que apaga. A salvação é um presente e não fica bem pegar presente de volta. Se fosse um contrato, Ele poderia pegar a parte Dele de volta quando não cumpríssemos nossa parte. Mas é uma dádiva que nos foi dada quando não merecíamos.
Isso quer dizer que podemos ter uma vida cristã torta? Não! Mas mesmo depois de salvos pisamos na bola, porém temos um advogado, que é Jesus. Precisamos descansar na fidelidade de Deus.
Nosso nome foi escrito e jamais será apagado, porque foi escrito com o sangue de Jesus que é uma marca. Nosso nome foi escrito com letras de fogo. Se o nosso coração foi queimado, recebemos uma cicatriz que jamais pode ser apagada.
Depois de confessar o nosso nome Naquele Dia, com a voz como de muitas águas para que todo céu escute, Ele ainda nos dará um novo nome. Hoje nós O exaltamos, e naquele dia Ele nos tomará pela mão e a seu lado caminharemos juntos. Há um ditado que diz: Diga-me com quem andas e te direi quem és! Com quem você anda? Quem você é?

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