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Série de estudos sobre as igrejas do Apocalipse
Pastor Regisnaldo Reis fala sobre a igreja de Laodicéia

Graças a Deus chegamos a última carta das 7 igrejas do livro de Apocalipse 3:14. Se você deseja que o Senhor fale com você hoje, vamos orar, peça a Ele diga: "Espírito Santo fala comigo no meu coração, me edifica, eu quero ouvir a Sua voz. Senhor abre os nossos olhos nesta noite e dai-nos revelação Pai, no pleno conhecimento da Tua verdade. Quebramos Pai toda resistência à Tua Palavra neste ambiente e declaramos um ambiente solene para que a mesa do Senhor seja colocada diante de nós, e a Tua Palavra seja aberta com vida, com revelação, com graça, com sabedoria e clareza de pensamento para edificar a Sua Igreja. Oh Senhor que nesta noite possamos compartilhar, do ouro do Senhor no nome de Jesus. Amém".
Queridos, nós estamos em uma sequência e hoje chegamos à última igreja a de Laodicéia.
Todas as 7 igrejas tem um fator histórico e um fator profético. Histórico porque todas elas de fato existiram, lógico que cada uma em um período da história da igreja.
Elas têm características próprias: 5 delas com repreensão e elogios, apenas uma não tem repreensão e nem elogio, que foi a igreja de Esmirna, a igreja sofredora, uma não tem repreensão a igreja de Filadélfia que é a igreja dos vencedores para essa só tem elogios.
Por terem características próprias, em cada uma delas o Senhor se apresenta de uma maneira. Querido se você prestar a atenção isso é verdade hoje, para cada ambiente as pessoas se apresentam de uma forma: eu aqui sou pastor, no seminário sou professor, em casa para Elza sou marido, já para a Raquel sou pai, na África sou missionário, ou seja, você se apresenta de acordo com a circunstância, de acordo com a situação e o Senhor se apresenta para cada uma dessas igrejas conforme a situação que aquele povo estava vivendo e Ele tanto repreende como elogia a cada uma delas, coloca o padrão para o crene vencedor, fala até da recompensa que vai ser dada a cada um, de tal maneira que olhando as 7 igrejas você percebe as características do vencedor.
Vemos a exortação que Ele faz a cada uma delas, que nós devemos tomar para nós, porque apesar dessas igrejas terem existido cada uma em uma época, vemos que Laodicéia representa a igreja de hoje, os aspectos dessas igrejas continuam existindo ente nós em vários lugares, obviamente que cada igreja local tem uma característica que predomina.
Dentro da nossa igreja encontramos irmãos que estão vivendo como os irmãos da igreja de Filadélfia, um crente vencedor, consagrado, dedicado, mas podemos encontrar também irmãos que estão lá em Tiatira, uma igreja mundana, idólatra, podemos encontrar irmãos de Sardes aqueles da reforma, gostam da Palavra, têm uma doutrina correta, mas o coração frio, não tem amor, perceberam irmãos? Você pode encontrar aqui dentro pessoas de todos os estágios das igrejas.
Mas nós queremos edificar nesses dias nos compartilhamento sobre as 7 igrejas. E queremos que você tome para si as repreensões para que elas confrontem você, deixem que elas chequem sua vida, se arrependa de cada uma delas para que haja conserto e crescimento. Invista tempo diante de Deus e ao mesmo tempo que você perceba as indicações aos vencedores se ajoelhe e diga ao Senhor: eu quero viver essa verdade aqui, eu quero que isso aconteça na minha vida, porque eu quero essas recompensas, o Senhor quer dá todas as recompensas a sua igreja.
É só quando chegamos à verdade da Palavra de Deus que deixamos de ser crente medíocre, e o curioso é que essa palavra vem de média, normalmente achamos que medíocre é abaixo da média, não, abaixo da média é pior que medíocre. Os medíocres são os medianos, são os que tiram nota só para passar de ano. Não é nota superior nem nota inferior, é morno, é Laodicéia.
Vamos voltar um pouquinho às igrejas: começa com Éfeso que começou com obras e depois perdeu o primeiro amor, Esmirna, igreja sofredora, onde os crentes eram comidos pelos leões; Pérgamo que ainda tinha perseguição; Vem Constantino e colocou o mundo dentro da igreja de Tiatira, a idolatria. Depois vem a reforma com Marinho Lutero que começa a questionar as indulgências, na época ninguém podia ler a Bíblia só os padres, e ele traduziu e colocou a Bíblia na mão do povo, começa a ensinar que a salvação pela fé, não precisa pagar nada, tudo isso na igreja de Sardes.
Aí vem Filadélfia a igreja dos vencedores, não é um momento simplesmente, foram movimentos que aconteceram espalhados, crentes que queriam viver não apenas uma doutrina correta, e aí vem movimento de consagração de homens e mulheres de Deus que viveram uma vida dedicada, que queria buscar a Deus, que se envolveram com o Senhor e isso foi muito precioso.
Interessante é que o Senhor não faz nenhuma exortação ao Filadélfia, mas faz uma advertência: “conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa”.
Aí vem a igreja de Laodicéia. Quem é essa igreja? Os crentes que provaram um dia o mover de Deus e perderam e se tornaram mundanos, estão vivendo uma vida morna, não conservaram o que tinham, São os crentes gerados pela Filadélfia. Queridos nós sabemos que cada um gera segundo a sua espécie, ou seja, próximos crentes vão ser frutos da igreja de hoje.
Irmão se os crentes da próxima igreja se parecer com você serão benção? Do fundo do seu coração você gostaria que toda essa geração vindoura de crentes se pareça com você? Aja com você aje hoje? Será maravilhosa essa igreja? Deveria ser porque vai ser gerada segundo a sua espécie.
Os Estados Unidos vive isso hoje, “crentes não praticantes”. Irmão isso é igual a “honesto não praticante”, ou seja, espiritualmente falando vivem uma mentira, santo não praticante é um pecador assumido, não existe não praticante, isso é está desviado, é Laodicéia, crentes que nasceram na igreja, família toda crente, domingo vem ao culto, mas segunda começa a vida mundana.
Veja Laodicéia saiu de Filadélfia a igreja apaixonada, dos vencedores e agora é norma.
A palavra Laodicéia origina-se de outras palavras gregas “laus” e “dicéia”. “Laus” vem de “laicos” que significa povo comum. “Dicéia” significa costumes, opinião, conselho. Então Laodicéia significa “o governo das tradições do povo”. É o contrário dos Nicolaítas. O clero que não manda em nada, quem manda é o povo, ou seja, a igreja da democracia.
Irmãos, se o clericalismo não é de Deus, a democracia dentro da igreja também não é. A palavra de um novo convertido não pode ter o mesmo valor que a palavra de um ancião cheio do Espírito. É preciso buscar revelação do padrão celestial para o governo da igreja.
O ano de cada igreja deve governar, mas não com o cleriscalismo tentado abafar a função dos membros do corpo, nem tampouco o clamor e as percepções dos demais irmãos.
Profeticamente, Laodicéia representa a igreja dos últimos dias. Historicamente, Laodicéia são todas as igrejas que um dia provaram o mover de Deus, mas, infelizmente, esfriaram. Laodicéia é uma igreja que um dia foi Filadélfia.

A REVELAÇÃO DO SENHOR
Para Laodicéia, o Senhor se apresenta como “o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”. Como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o Senhor está declarando que tudo aquilo que Ele disse se cumprirá. A Igreja de Laodicéia, mais que as outras, precisa reconhecer quem é a fonte e o sustentador de todas as coisas.

MENSAGEM À IGREJA – 3:15
A principal característica de Laodicéia é ser morna. O que leva a Igreja a não ser quente nem fria? Ante de tudo é um desejo mórbido de agradar a todos. Quando queremos agradar os frios e também os quentes, o resultado é a mornidão. Mornidão é, portanto, desejo de agradar a homens antes de agradar a Deus.
Outro aspecto da mornidão é o desejo de ser equilibrado. Como nós ouvimos essa exortação hoje: seja equilibrado. Naturalmente, todo extremismo é perigoso, porém, a mornidão não é senão um equilíbrio térmico.
A intenção do morno é não desagradar ninguém. Quando se é frio ou quente, isso incomoda. O desejo de agradar os outros parece muito bonito e até muito espiritual, mas não agrada a Deus. A pior maldição que existe no meio evangélico é querer ser simpático sempre. A Igreja de Laodicéia é assim: uma igreja simpática, todo mundo gosta dela, menos o Senhor, que está a ponto de vomitá-la da boca. O Senhor suporta meio termo: nunca é demais, nunca é de menos; nunca ataca, nunca defende; não cheira nem fede; não é fria nem quente.
Além disso, Laodicéia se acha rica e abastada. Isso não se refere à riqueza material, ainda que seja igreja seja também rica materialmente, mas à riqueza espiritual. Queridos quantas igrejas estão fechadas para o mover de Deus porque julgam já possuí-lo. Outras pensam que não necessitam aprender coisa alguma com mais ninguém. Infelizmente existem pessoas assim, jovens que acham que não precisam aprender nada com ninguém.
Por exemplo, garoto assume um emprego passou no concurso chega para assumir e acham que não precisam de um instrutor.
A Bíblia que as mulheres mais velhas ensinem as mais novas, aí a jovem casa se recusa a aprender com as outras, é comum o marido dizer: fulana, não ouve ninguém pastor! Laodicéia! Para essa pessoas e para essas igrejas o diagnóstico do Senhor é duro: você não percebe, mas é miserável pobre, cego e nu (vv 17).
A igreja de Esmirna era pobre e o Senhor disse que ela era rica, mas Laodicéia era rica e o Senhor disse que ela era pobre.
Irmãos, a cidade de Laodicéia era muita rica o maior comércio, o maior centro oftalmológico e as melhores sedas do mundo e o Senhor diz pobre, cega e nu.
Como pode alguém se achar rico e Deus taxa-la de miserável? Certamente, é porque o que julgam ter não possui o valor espiritual genuíno. Talvez possua muito erudição, mas nenhuma revelação; muita música, mas nenhuma adoração; muito trabalho, mas nenhum fruto; muito barulho, mas nenhuma unção; muito patrimônio, mas nenhuma riqueza celestial.
Meus irmãos, às vezes, o que supomos ser riqueza não passa de tecido rotos aos olhos divinos, o pior é quando julgamos entendidos e na avaliação celestial somos tidos com cegos. Os laodicenses tinham o mesmo problema dos fariseus: tinham olhos, mas não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam, será que no nosso meio, aqueles que não ouvem ninguém não estão assim também?
Todo conhecimento verdadeiramente espiritual é fruto de revelação. Ter revelação não significa ver algo que ninguém nunca viu, ao contrário, é ver sob a ótica de Deus, é ver com Ele vê. Revelação é ter o coração incendiado por Sua luz que traz a palavra “rhema”. Para Laodicéia a Palavra de Deus está selada, o coração dela não está voltada para Deus.
Além de pobres e cegos, os laodicenses estão nu aos olhos divinos. Sabe-se que as vestes espirituais nos falam de relacionamento com Deus. Todo crente as recebeu, contudo, o Senhor diz que laodicéia está nua. Certamente essa nudez refere-se a vestes nupciais, porque essa igreja precisa comprar vestiduras brancas. As veste de salvação não podem ser compradas, são recebidas de graça. Por outro lado, têm um preço: os atos de justiça (Ap 19:8).
Laodicéia precisa pagar o preço para adquirir as coisas genuinamente espirituais. A indisposição de pagar o preço é que nos leva a sermos morno.
Para sermos quentes temos de pagar o preço de incomodar os frios. Para sermos ricos em Deus, precisamos para o preço. Paulo nos adverte que alguns edificam com materiais baratos com madeira, palha, e feno porque não querem pagar o preço pelo ouro, pela prata e pelas pedras preciosas (I Co 3:12).
Queridos o primeiro item que precisamos comprar ó ouro. Na Bíblia o ouro refinado aponta para a glória, para a presença e a natureza do próprio Deus. Todas as vezes que o Senhor fala, a sua Palavra é ouro; sempre que o Espírito flui, sua unção é ouro. Sempre que Deus se move, isso é ouro. A riqueza que possuímos é só uma; Sua unção em nossa vidas. Quem não tem unção é pobre, não tem nada. O pobre é aquele que nunca tem nada da para compartilhar, nada para dizer da parte de Deus. Esse realmente é pobre.
O ouro de Deus não pode ser distribuído gratuitamente, ele tem um preço, é preciso pagá-lo. Unção não acontece por acaso, alguém a adquiriu.
O segundo item a ser adquirido são vestiduras brancas. Elas nos falam de vestes nupciais e são feitas de nossos atos de justiça, ela nos qualifica a participar do reino e da festa das bodas. Todos devemos ter as duas vestes: a de salvação, que é o próprio Cristo (Rm 13:14; Gl 3:27) e as núpcias, devem se compradas, o preço é tecê-las com os nosso atos de justiça.
Por fim, o Senhor aconselha a Igreja de laodicéia a comprar colírio para que possa ver (vv 18). Esse “ver” é algo inerente ao espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um coração receptível. A Igreja de Laodicéia era arrogante e julgava que não precisava aprender com os outros também não vai aprender diretamente como Senhor.
Não devemos tentar aprender sozinho, por orgulho, aquilo que um irmão já sabe. Deus vai nos resistir, porque Ele não se agrada de soberbo.
A situação dramática dessa igreja pode ser percebida no verso 20. “Eis que estou a porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.”
Que igreja é essa que o Senhor está de fora batendo? Que condição miserável é essa que coloca Jesus do lado de foram do chamado? O Senhor está batendo a porta do coração. Laodicéia é, portanto, uma igreja que não possui Jesus no coração. Talvez tenha Jesus na doutrina, ou na liturgia, nunca no coração.
Ainda assim, o Senhor reafirma: ainda há tempo para você, “eu disciplino a quem amo e Eu estou batendo na sua porta agora”, não é para ti salvar, porque tu já estás salvo, mas, para cear contigo. Cear é questão de comunhão, de quere estar com Ele e amá-lo. Na Bíblia, comer junto é algo muito sério, compartilhar o pão é só para amigos.
Laodicéia é uma igreja que não tem uma comunhão com o Senhor porque não tem amizade com Ele.
Jesus disse que os seus amigos são aqueles que fazem a sua vontade. A igreja de Laodicéia não conhece e nem tampouco pratica a vontade do Senhor.
Coisa difícil é abrir a porta quando a casa está cheia e não há mais espaço, como você está? Tá cheio de si, se acha muito espiritual?

A RECOMPENSA DO VENCEDOR
O que é um vencedor? As pessoas pensam que o vencedor é alguém fora do comum, vivendo num padrão superior ao dos demais. Entretando, o vencedor é aquele que não abandona o primeiro amor. Vencedor é aquele rejeita as obras dos nicolaítas, a doutrina de Balaão e as profecias de Jezabel. O vencedor é um Antipas, que não tem o nome de que vive, mas está vivo realmente. Vencedor é aquele que conserva o que tem, que não é morno, mas quente. Enfim, é aquele que não tem medo de ser radical em Deus, nem de abrir a porta para o Senhor entrar e cear. A ele o Senhor promete uma maravilhosa recompensa:
Dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci, e me sentei com meu Pai no seu trono (Ap 3:21).

Que o Senhor nos aceite de volta.

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